Skatistas acreanos buscam apoio
para realizar competições no Estado
"Rio Branco não tem tradição no skate", reclamam atletas. Eles dizem que a capital tem estrutura, mas não há incentivo para a prática do esporte
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Um grupo de skatistas acreanos busca reconhecimento e apoio do governo na divulgação do esporte. Segundo os jovens, a Federação Acreana de Esportes Radicais (Faer) não inclui a modalidade nas competições estaduais e não disponibiliza recursos para que participem de eventos nacionais.
Em Rio Branco, capital acreana, existem três pistas públicas apropriadas para a prática de esportes radicais, como BMX e Skateboarder. Wemerson Alencar, que é skatista há dez anos e já participou de competições nacionais, diz que as estruturas são boas, mas não há incentivo e recursos.
- Temos uma boa estrutura física, mas não há o aproveitamento dela para competições e atividades específicas. Até nos avisaram sobre um evento, mas não informaram a respeito das datas e local. O organizador simplesmente sumiu - lamentou.
Anderson Teixeira, de 24 anos, que pratica a modalidade desde os 15, diz que Rio Branco não é uma cidade de tradição no skate. A falta de lojas especializadas e de patrocínio causa um desestímulo a novos esportistas .
- Os equipamentos não são tão acessíveis. Um skate pode custar de R$ 350 a R$ 800 e como não há lojas especializadas na cidade, a compra virtual se torna necessária e cara, já que o frete para esta região é mais caro - explicou Teixeira.
Movimento social
Entre giros e manobras radicais, os "surfistas do asfalto" aumentam cada vez mais a rede de amigos. Apesar de ser um esporte individual, ocorre uma integração entre os jovens que frequentam as pistas públicas. A mais utilizada é o Skate Park, localizada no Parque da Maternidade, onde o grupo se conheceu há dez anos.
- São dez anos de amizade e luta. Através do skate, construímos uma rede e queremos ampliar cada vez mais. É um movimento social e cultural que precisa ser ampliado. É uma arte - disse Teixeira.
O grupo pretende montar uma escolinha de skate para que as crianças aprendam desde cedo a importância do esporte e a população tenha conhecimento do movimento.
- No skatismo há uma junção do cérebro e da coordenação motora. As manobras são calculadas por ângulos e executadas com certa habilidade corporal. Ajuda muito no desenvolvimento e também na socialização das crianças - destacou.
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