Polícia Federal prende 15 suspeitos de fraudar licitações no Acre
Uma operação da Polícia Federal, batizada de G 7, prendeu na manhã desta sexta-feira (10), em Rio Branco, quinze pessoas, entre empresários e servidores públicos,(10) suspeitas de fraudar licitações de obras de pavimentação executadas pelo governo do Estado.
Segundo as informações a Polícia Federal acompanhou e analisou contratos em cinco municípios do Estado e encontrou várias. Ruas que não foram asfaltadas, mas as empresas teriam recebido mais de 90% do valor contratado, por exemplo.
A Operação batizada de G7 foi executada por cento e cinquenta policiais que atuaram na prisão dos envolvidos. Entre os presos estavam o secretário Estadual de Obras, Wolvenar Camargo, o secretário Adjunto de Gestão Municipal, Assurbanipal Mesquita.
O sobrinho do governador Tião Viana, Tiago Paiva, que é o diretor de análises clínicas da Secretaria Estadual de Saúde, o ex-secretário de Habitação do Estado, Aurélio Cruz, e o diretor do Departamento de Pavimentação e Saneamento (Depasa), Gildo César, também foram presos.
Empreiteiros também foram presos. O ex-presidente da Federação da Indústria do Acre (Fieac) João Francisco Salomão, Narciso Mendes Júnior, Tshuyoshi Murata e o atual presidente da FIEAC, Carlos Sasai, além de outros estão presos.
O governador Tião Viana (PT) acompanhou durante todo o dia dos desdobramentos da operação, mas decidiu que, por enquanto, não vai demitir ninguém e ressaltou que é preciso provas do envolvimento dos assessores para que seja efetivada punição.
“Enquanto eu não tiver indícios, não posso condenar sem provas, e não posso punir sem elementos comprobatórios. Eu tenho que ter a paciência para aguardar a justa e necessária apuração da Polícia Federal, em que eu confio, para tomar medidas administrativas”, diz Viana.
Elson Costa - Fotos: G1
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